Saturday, November 17, 2007

Jogo de Juniores do B.C.C.

No dia 10 de Novembro de 2007, após uma grande tarde de festa no B.C.C. – “Castanhas ao Cesto” -, este recebeu em casa a equipa do Lousanense.

O jogo B.C.C. x Lousanense, realizou-se no Pavilhão “Os Marialvas”, em Cantanhede, e teve início às 21h30, sendo o B.C.C. o vencedor deste encontro.


Equipa do B.C.C.:

4 - Manuel Lopes
5 – Bruno Cravo
8 – Tiago Marques
9 – Manuel Lopes
10 – André Ferreira
11 – David Paciência
12 – Aires Costa
13 – Carlos Vinagreiro
14 – Renato Peralta
15 – Micael Taipina

Treinador: João André Costa

Resultado: 78 x 69
Fica um agradecimento a todos - atletas, pais e amigos do B.C.C.- , que assistiram e apoiaram esta equipa do B.C.C.. A vossa presença e apoio é muito importante.

Friday, November 16, 2007

Castanhas ao Cesto no B.C.C.



Esta foi mais uma das actividades dinamizadas pelo B.C.C.Basquetebol Clube de Cantanhede, destinada para todos os atletas, familiares e amigos do Basquetebol/B.C.C..

Foi uma tarde salteada, não de castanhas mas, de bolas de basquetebol, que, com animação eram movimentadas pelas crianças/atletas, no meio de risos e muita alegria.

Com o início às 15h00, a primeira actividade foi destinada aos mais pequenitos, Minis femininos e masculinos. Foi montado um circuito de quatro estações, onde se encontravam em cada uma 4 jogadores (seniores e juniores). Nas diferentes estações eram abordados várias formas de lançamento (parado e na passada), manipulação de bola e diversos tipos de passes, diferentes situações de dribles e jogo.


A segunda actividade foi destinada às equipas de Iniciados femininos e masculinos, tendo a actividade incidido num jogo, em que as equipas eram constituídas por atletas femininos e masculinos.



Por fim, deslocamo-nos todos do Pavilhão “Os Marialvas” para o Bar Cálix onde, quentinhas, nos esperavam as castanhas e um belo lanche.


Foi uma tarde bastante animada, apesar da participação dos atletas não ter sido o que se estava à espera – eram poucos em relação ao ano passado - , mas certamente tiveram um bom motivo, para perderem uma actividade do B.C.C.!

Para ver as fotografias podem visitar:
http://bcc-basquetebolclubecantanhede.blogspot.com/

Tuesday, November 13, 2007

Jogo de Iniciados Femininos do B.C.C.

S. Figueirense B x B.C.Cantanhede

Campeonato Distrital Sub-14 (Iniciadas) Femininos

Jornada #5 Jogo Nº 445

Na escola Joaquim de Carvalho, na Figueira da Foz, no passado dia 11 de Novembro, por volta das 09:00, o B.C.C. jogou contra a penúltima classificada, S. Figuirense B, e venceu por 45 – 48.
Num jogo bastante equilibrado, onde ambas as equipas se esforçaram bastante para vencer, a equipa visitante jogou, perante uma assistência de cerca de 25 pessoas, com apenas 8 jogadoras:

Nº 5 – Constança Oliveira;
Nº 6 – Liliana Santos (Cap.);
Nº 7 – Diana Azenha;
Nº 8 – Maria Cavadas;
Nº 10 – Inês Silva;
Nº 11 – Mara Almeida;
Nº 12 – Salomé Milagres;
Nº 15 – Filipa Viegas;

Treinador – Fernando Alexandre;

Parciais:
1º Período: 9 – 27;
2º Período: 18 – 2;
3º Período: 4 – 12;
4º Período: 14 – 7;

Resultado final: 45 – 48;

Árbitro Principal: Pedro Dias;
Árbitro Auxiliar: José Lopes;
Marcador: Liliana Pelicano;
Cronometrista: Lara Violante;

A jogadora Diana Azenha foi fundamental para a equipa de Cantanhede, marcando 22 pontos (recorde pessoal). A jogadora Liliana Santos, que no passado Sábado jogou juntamente com a selecção distrital de Coimbra, e a jogadora Mara Almeida, foram excluídas por limite de faltas, por parte devido à agressividade demonstrada pela equipa caseira. A equipa de Cantanhede não consegui jogar no seu máximo potencial, devido ao número reduzido de jogadoras que puderem comparecer no jogo, devido a lesões. No próximo jogo (18\11\2007), a equipa de Cantanhede recebe em casa o primeiro classificado, a invicta Académica.
Fernando Alexandre (treinador)

Saturday, November 10, 2007

Aniversário do Rui Reigota - Sénior do B.C.C.

Hoje o atleta Rui Reigota, da equipa de Sénior do B.C.C., faz 26 anos. Não poderiamos deixar de lhe desejar um dia cheio de alegrias e muitas felicidades!
MUITOS PARABÉNS!

Este atleta tem estado lesionado. Esperamos que regresse brevemente, bom e, cheio de força e vontade de vencer!

Jogo de Iniciados Femininos do B.C.C.


B.C.Cantanhede X Telecom Coimbra

Campeonato Distrital Sub-14 (Iniciadas) Femininos

Jornada #4 Jogo Nº 42




No pavilhão Marialvas, em Cantanhede, no passado dia 04 de Novembro, por volta das 17:00, o B.C.C. recebeu em casa a Telecom Coimbra, que venceu por 30 – 67.


Num jogo um pouco desequilibrado, onde a equipa de Coimbra procurava uma vitória fácil, encontrou uma equipa de Cantanhede lutadora. Perante uma assistência de cerca de 35 pessoas, a equipa da casa alinhou da seguinte maneira:


Nº 5 – Maria Santos;
Nº 6 – Liliana Santos;
Nº 7 – Diana Azenha;
Nº 8 – Maria Cavadas (Cap.);
Nº 10 – Inês Silva;
Nº 11 – Mara Almeida;
Nº 12 – Salomé Milagres;
Nº 15 – Filipa Viegas;

Treinador – Fernando Alexandre;

Parciais:
1º Período: 8 – 14
2º Período: 6 – 18
3º Período: 10 – 10
4º Período: 6 – 25

Resultado final: 30 – 67

Árbitro Principal: Pedro Dias;
Árbitro Auxiliar: Gonçalo Punza;
Marcador: Lucas Oliveira;
Cronometrista: Adriano Mendes;

É de realçar o momento alto de forma em que se encontra a jogadora Diana Azenha, contribuindo com 8 pontos para a equipa da casa, e a jogadora Liliana Santos, que ajudou a sua equipa marcando 6 pontos, e fazendo vários ressaltos ofensivos e defensivos. No próximo jogo (11\11\2007), a equipa de Cantanhede vai a Figueira da Foz, defrontar o penúltimo classificado Sporting Figueirense B. Neste jogo a equipa irá contar com a presença de três novas jogadoras que vieram do escalão inferior, Bruna Costa, Bruna Sofia e Inês Ramos. Contará também com a presença de Filipa Melo, jogadora que por lesão não pode estar presente nos dois últimos jogos, e que na época passada ganhou o prémio de melhor jogadora feminino de Cantanhede.

Fernando Alexandre, Cantanhede, 2007-11-07

Friday, November 9, 2007

"Castanhas ao Cesto" no B.C.C.


Convidam-se todos os atletas, famílias e amigos a participarem na festa a realizar no próximo dia 10 de Novembro de 2007, Sábado, das 15h00 às 18h00, no Pavilhão “Os Marialvas”.

Programa:
14h30 – Início
15h00 – Actividade com Minis Masculinos e Femininos
16h30 – Jogo de Iniciados Masculinos e Femininos
17h30 – Final de Actividades
18h00 – Magusto (no bar Cálix)

Convidam-se todos os participantes a assistirem:
21h30 – Jogo de Juniores - BCC x Lousanense
Junte-se à Família do Basquetebol
Trazer:
- 250 gr de castanhas já cortadas (por pessoa)
- Outros (sandes, bolos, salgados, bolachas, etc.)
- Bebida a adquirir no local
Nota: trazer sapatilhas e equipamento.

Tuesday, November 6, 2007

Jogo Juniores do BCC e Mensagem do Treinador





COMENTÁRIO

Foi numa bela tarde de domingo, que a equipa de juniores B se deslocou até Coimbra para disputar mais um jogo a contar para o campeonato distrital, contra a Associação Académica de Coimbra.



O jogo era muito importante para as nossas aspirações para disputar a “final four” no final da 1ª fase, ou seja, tínhamos que ganhar! E assim foi. A equipa percebeu tudo o que eu fui pedindo ao longo do jogo, se bem que houve alturas em que “perderam um pouco a cabeça” e não souberam jogar com o resultado, que a partir do 2º período lhes foi favorável até ao final do jogo.


A equipa foi unida, existiu comunicação tanto na defesa como no ataque, apesar de ter sido pouca, ao nível defensivo, tudo o que foi trabalhado durante a semana foi posto em prática e a equipa deu uma resposta enorme durante todo o jogo as investidas dos jogadores da académica e claro ao nível dos ressaltos, as nossas 3 “Torres” Bruno Cravo, Manuel Lopes e Renato Peralta, estiveram implacáveis na protecção da sua tabela e recuperaram muitas bolas na tabela adversária, conseguindo mesmo pontos com os segundos lançamentos.


Desta forma, tenho que dar os parabéns à minha equipa, que trabalhou e lutou muito para conseguir esta vitória e por terem acreditado que eram capazes, que isso é o mais importante, e mais uma vez digo quando se treina como se jogo e vice-versa os resultados saltam a vista, quando os atletas se empenham para evoluírem as vitórias começam a aparecer e QUANDO UMA EQUIPA É UNIDA E SÓ PENSA EM GANHAR EM TODOS OS ASPECTOS DO JOGO É CAMPEÃ!


Aos atletas do BCC deixo esta mensagem, que também já a transmiti aos meus atletas, a grande diferença entre nós e as outras equipas, está na atitude que encaramos os treinos e os jogos, ou seja, todos são importantes numa equipa e todos têm que trabalhar com afinco para chegarem ao fim de semana e darem uma resposta muito positiva durante o jogo e os treinos tem que ser encarados como um jogo.


Com isto tudo o que eu quero dizer, é que os nossos atletas têm de ter uma mentalidade ganhadora e trabalhadora, têm de ter uma atitude de superação de si mesmo em todos os treinos, ou seja, hoje fui ultrapassado três vezes num exercício de 1x1, amanhã só posso ser ultrapassado 1 vez, hoje marquei 10/20 amanhã vou esforçar-me AINDA MAIS e vou marcar 15/20, são nestes pormenores que evolução se dá, ninguém nasce a saber a ler, tem de trabalhar para isso todos os dias e todos os sábados e domingos, quando estamos a entrar em campo dizer para nós mesmos “Eu estou aqui para ganhar porque trabalhei durante toda a semana e vou fazer tudo o que estiver ao meu alcance para que isso aconteça” e toda esta vontade tem que vir de dentro de nós, temos que senti-la e vivê-la e nunca perde-la mesmo quando as coisas não estão a correr como nós queremos juntos conseguimos passar a adversidade e lutar sempre pela vitória, ou seja, “ sem a participação de todos, a confiança para arriscar e a capacidade de decidir sem medo de errar, não existe sucesso possível”




Valores pelos quais se deve regerem a equipa:

- Em geral:
Agressividade mental e física, capacidade de decisão (não ter medo de errar), ser eficiente, não ser egoísta (o nós antes do eu).

- Na defesa: Cortar linhas de 1º passe, pressão na bola, ajuda defensiva, contestar todos os lançamentos, ressalto defensivo, impedir penetrações para o meio, área restritiva e cesto.

- No ataque: Criar espaços, movimentos sem bola, atacar a área restritiva através de cortes, passes interiores e driblings, bloqueios para criar 1x1 com vantagem, seleccionar bem os lançamentos (lançar sem egoísmos) e ressaltar.

No basquetebol moderno não há mais lugar para jogadores (sejam quais forem as posições e estaturas) que não dominem os fundamentos do jogo.

Formar a equipa com base em jogadores versáteis e móveis, capazes de interpretarem de modo criativo as diferentes situações de jogo (“jogadores completos” all aruond players). Para além disso, é preciso que o treinador assuma de uma vez por todas a sua responsabilidade quanto a melhorar, época após época, as competências dos jogadores que prepara.

O basquetebol moderno é, nos tempos que correm, naturalmente mais fluido, mais “livre”, com poucas perdas de tempo.

Por razões óbvias, inerentes ao aumento da pressão defensiva, passamos também a ter a necessidade de atacar em todo o campo – possuir mais de um jogador capar de “subir” a bola para o ataque; ter jogadores que dominem os fundamentos de dribling, do passe e lançamento; desenvolver ataque em que todos os jogadores sejam ofensivos; jogar em todo o campo, estabelecer uma clara ligação de continuidade entre contra-ataque, transição e ataque de posição.




Assim, iremos ter, um jogo mais livre e espectacular, o que não significa, no entanto, que deva ser mais anárquico, menos organizado. O basquetebol deve possuir conceitos e princípios defensivos e ofensivos muito claros. Joga-se por conceitos! Com regras, com sejam:




Quanto ao ataque:




- Jogadores e bola sempre em movimento (move), com o objectivo de contrariar as ajudas defensivas e de mudar o lado da bola;

- Espaço (space) entre os jogadores, para dificultar as ajudas;

- Atacar a área restritiva (attack the paint) – penetrar na área restritiva (cortes, dribling);

- Fazer bloqueios ofensivos para criar vantagens (picks to create advantage). Libertar atacantes através de bloqueios para situações de 1x1 com vantagem, quer na área próxima de cesto quer para lançamentos exteriores;

- Passar a bola ao jogador melhor colocado (unselfish) – não forçar lançamentos.


Quanto à defesa:




- Recuperar para a defesa (se temos uma equipa que penetra muito a bola e os jogadores e obriga a fazer muitas faltas, estamos já a ajudar significativamente a recuperação defensiva). Correr para trás (não ir para a bola, não atacar o driblador e deixarmo-nos ultrapassar, mas sim controlar, atrasar a progressão, obrigar o atacante a fazer mais um passe);

- Ser intenso a defender (sempre!) e não só nos dois primeiros driblings ou nos dois primeiros segundos de ataque, querer defender, trabalhar muito para o conseguir, ser agressivo mental e fisicamente;

- Condicionar os atacantes, não os deixando fazer o que querem e retirá-los das posições mais favoráveis;

- Disputar o ressalto defensivo e ser eficaz na recuperação dos lançamentos falhados, manter os atacantes (o mais longe possível!) fora do ressalto ofensivo.



Um treinador pode saber muito de basquetebol, mas se os jogadores não o perceberem e não aceitarem o que pretende fazer, a equipa que prepara dificilmente terá sucesso. Não se trata, por isso, só de ensinar mas, de acima de tudo, de ser capar de envolver, motivar responsabilizar tudo e todos na luta a travar para alcançar os objectivos propostos.





Como formar a melhor equipa

E de que é que isto depende?




Numa equipa, seja ela qual for e o nível em que desenvolva a sua acção, só haverá sucesso quando no respectivo funcionamento forem respeitadas três importantes regas: cada um dos componentes desse colectivo deve ver correspondidas as expectativas face à colaboração que presta; todos os componentes da equipa devem gostar da tarefa que lhes foi atribuída; e todos devem receber por isso o que considerem receber.



A nível individual e colectivo, busca-se o sucesso e o reconhecimento social como um suporte motivacional de decisiva importância. Para se alcançar tudo isto, lançamo-nos dia a dia na procura de eventuais panaceias que nos conduzam ao êxito que almejamos. Até que descobrimos que não existem receitas verdadeiramente capazes de nos proporcionarem o sucesso. Existe sim um caminho que devemos prosseguir paulatina e obstinadamente, onde a estratégia que utilizamos e a liderança que exercemos desempenham uma acção decisiva.





Trata-se de, primeiro, encontrar na realidade as referências e os modelos que nos permitam delinear uma necessária estratégia de acção, segundo, encontrar um princípio estratégico mobilizador de tudo e todos, o guia orientador da intervenção da generalidade dos membros da organização a que pertencemos. Posteriormente juntar-lhe valores, cultura quanto baste. Por fim, levar à prática formas de liderança capazes de respeitarem questões decisivas em tudo o que se referira ao trabalho com pessoas.




No que respeita ao sucesso que todos buscamos, muitas vezes, ao alcançá-lo, esquecemos o sofrimento sempre presente na hora das derrotas.




Desaprendemos como ultrapassámos as dificuldades que sentimos nos momentos de insucesso, E, afinal, é muitas vezes na derrota que mais e melhor estamos disponíveis para aprender. Demasiadas vezes, o sucesso torna-nos insensíveis à necessidade de não esquecermos as razões que nos conduziram ao topo. De continuarmos um caminho que só foi positivo porque na altura certa soubemos decidir de modo conforme com aquilo que cada situação exigia.




Outra das questões que ressalta sempre na identificação da melhor equipa é a referência à respectiva coesão, sendo verdade que é importante que uma equipa seja coesa, importa não confundir esse facto com um ambiente interno em que todos os componentes são muito amigos, quase irmãos! Se o forem, melhor, mas não é condição fundamental. A coesão que deve constituir preocupação para quem dirige é a que se refere a uma grande identificação do colectivo dos componentes dessa equipa face aos objectivos a alcançar. È a de uma grande comunhão de interesses individuais e colectivos.



As equipas de sucesso são as que têm as ideias mais claras quanto ao que pretendem atingir e as que melhor definem em devido tempo quais os meios que requerem para o conseguirem.

Segundo uma feliz imagem do famoso treinador norte-americano de basquetebol Mike Krzyzewski, os membros de uma equipa devem ser encarados como os cinco dedos de uma mão.


Temos mãos com dedos pequenos que se juntam com facilidade e se transformam em poderosos punhos fechados. Outras, com dedos por vezes bem maiores, têm dificuldades em se juntarem de modo a formarem punhos minimamente fortes. E, acima de tudo, raramente se juntam como um punho. Quando assim acontece, as mãos com os dedos mais pequenos conseguem formar punhos mais fortes do que as outras. O mesmo se passa com as equipas.




As equipas com sucesso têm habitualmente cinco características fundamentais: Comunicação, Confiança, Responsabilidade colectiva, Preocupação com os outros e Orgulho. Cada uma destas características é como um dedo de uma mão. São importantes individualmente mas invencíveis quando juntas sob a forma de um punho cerrado.



Comunicação


Primeira qualidade a salvaguardar. No acto de liderar não há qualidade mais importante do que a comunicação. Todos os membros da equipa devem comunicar por via da fala. Olhos nos olhos. É fundamental falar e pensar alto no decurso do trabalho de equipa pois isso é de decisiva importância para aumentar os níveis de comunicação entre os membros do colectivo. Assim, é fundamental, antes do mais, falar a verdade. E se para falar verdade, no momento próprio, tiver de haver confrontação assim seja.


A confrontação, quando necessária, constitui um meio decisivo para o estabelecimento do imprescindível clima de confiança e respeito mútuos. A equipa reagirá tanto mais rápido às diferentes situações que se lhe deparam quanto mais a comunicação entre todos os seus membros for efectiva e eficaz.




Confiança


Sem confiança mútua, dificilmente o processo de comunicação atingirá níveis muito elevados. Ninguém confia, entretanto, em incompetentes. Logo, a competência revelada naquilo que se faz no dia-a-dia, constitui um aspecto decisivo para a necessária criação de um clima de trabalho onde exista confiança entre os diferentes membros de uma equipa. Um líder competente terá por isso muito mais hipóteses de estabelecer relações de confiança com aqueles com quem colabora. O mesmo quanto a ser sempre honesto naquilo que diz e coerente nas acções que vai levando a cabo.


Responsabilidade colectiva


Qualquer tipo de erro ou falha deve ser assumido por todos. Nada de acusações ou desculpas. Num punho cerrado não deve existir dedos apontados a quem falha ou erra, pois isso enfraquece declaradamente a sua coesão. Perdemos ou ganhamos juntos. A responsabilidade deve por isso ser sempre assumida colectivamente.

Preocupação com os outros


Depois de um erro ou de uma falha é fundamental que todos os membros da equipa se preocupem com aqueles que erram ou falharam. Cada membro da equipa deve preocupar-se não só com os colegas a nível individual e com a equipa mas também consigo próprio, procurando ser o melhor possível.




Orgulho


Fazer o melhor possível, ter orgulho no que fazemos. Tudo o que fazemos leva a nossa assinatura, razão mais do que suficiente para fomentarem o necessário orgulho na obra que produzimos, no passe que fazemos ou no lançamento que concretizamos.


Wayne Smith, treinador neo-zelandês de rugby afirmou em tempos que “todos os jogadores são capazes de assumir os maiores desafios, desde que estes sejam os seus desafios”.




Henrique Vieira, treinador da equipa profissional de basquetebol da Oliveirense, derrotado na final da Liga profissional da época 2002-2003, confirmou-o ao afirmar, após o jogo em que se consumou a respectiva derrota: “Acreditei sempre. Os jogadores é que não”.




O que significa que a capacidade de superação que tanto perseguimos depende acima de tudo de, enquanto líderes, conseguirmos que os nossos desafios sejam também os daqueles que dirigimos. Envolvendo-os num projecto colectivo em que os desafios a enfrentar sejam assumidos por todos, sem excepção. Para que haja superação, os desafios das equipas têm de ser os das pessoas que as compõem, numa profunda identificação colectiva em que o todo seja maior do que a soma das partes.




Por fim, a superação. Na vida em geral e no desporto em particular, aprendemos que para existir superação tem de existir pressão, exigência e, aqui e ali, mesmo adversidade. Quase sempre na dificuldade que nos transcendemos na busca da concretização de determinados objectivos. O que nos deve levar a concluir que, individual e colectivamente consigamos a devida superação dos que trabalham connosco, o meio ambiente que os rodeia as nossas equipas deve conter esses ingredientes fundamentais; sob a pena de, se assim não acontecer, entre de imediato em funcionamento o velho ditado que afirma que “ Se podemos estar deitados, para quê estar sentados? Se podemos estar sentados, para quê estar de pé?”.



- JOÃO ANDRÉ COSTA -

(Treinador dos Juniores)





BIBLIOGRAFIA

Basquetebol - Modelo de Jogo

Autores:



Jorge Miguez Araújo
Carlos Pinto
Mário Leite





PARA TODOS LEREM !